Entrevista: Allam Khodair, o Japonês Voador

O piloto de automobilismo Allam Khodair, também conhecido como Japonês Voador, vem ganhando destaque nas corridas da Stock Car – categoria em que soma

De 2005 a 2008 correu pela catarinense Boettger, depois mudou para a equipe Full Time entre 2009 e 2010, depois foi acumulando mais experiências com a equipe Voguel e, a partir deste ano, volta para a Full Time, que também contará com Rubens Barrichelo na equipe.

Khodair em competição da FIA GT
Khodair em competição da FIA GT

Sob influência do pai, também corredor, começou pelo Kart, ganhou títulos paulista e brasileiro ainda na adolescência e foi crescendo em diferentes campeonatos da Fórmula Renault, do Campeonato Sulamericano de Grand Turismo, da FIA GT e da Stock Car. Em entrevista à Made in Japan, Allam conta um pouco das suas experiências nas pistas.

Como estão os planos para 2014 e as expectativas para as corridas com a nova equipe na Stock Car?

Expectativa muito boa. Estou retornando a parceria com a Full Time pela qual tenho um título de Fórmula Renault (em 2003), quatro vitórias na Stock, quase um título e acredito que hoje, tanto eu quanto a equipe, estamos mais experientes e nos melhores momentos.

Você corre em diferentes categorias do automobilismo. Que tipo de adaptação é necessária a cada uma delas? Você tem preferência por alguma?

Cada uma tem sua personalidade. Gosto de todas. É preciso sim se readaptar em cada categoria. Mas a experiência dos anos nos faz se adaptar mais rápido.

Seu carro leva o selo “Carbon Free” e a sua iniciativa pela defesa do meio ambiente acabou incentivando mais pilotos pela mesma causa. De que forma um piloto verde atua fora das pistas?

Essa iniciativa aconteceu em 2007, neutralizando o carbono emitido nas últimas três etapas com replantio de árvores. Desde essa data, todo ano faço ao menos um evento de neutralização de carbono por ano. O legal é a conscientização das pessoas através dessas ações.

Durante a faculdade você também se dedicou a outras áreas profissionais. Conte-nos um pouco sobre a sua relação com o setor têxtil.

Meu pai tem uma indústria têxtil e em 2001 eu parei de correr de tudo e me dediquei à faculdade e ao trabalho junto a ele. Mas logo voltei para as corridas em 2002 e tudo reiniciou.

Como foi o começo da carreira nas pistas de corrida?

Meu pai já foi piloto e sempre tive os motorizados. Mas iniciei em 1995 com 14 anos e só parei em 2001.

De onde surgiu o apelido “Japonês Voador”?

Sou descendente de japonês e libanês. Eu puxei os olhos e alguns me chamavam de japa antigamente. Há uns cinco anos, narradores do SporTv e da Globo lançaram esse apelido e ficou até hoje. Gosto. Admiro muito a cultura japonesa.