Inscrições abertas para o 20º Japan International Manga Award


As inscrições para o prêmio internacional de quadrinhos 20º Japan International Manga Award estão abertas e os artistas que quiserem participar devem enviar o material até o dia 30 de maio de 2026.

Todos os anos, o Ministério de Negócios Estrangeiros do Japão promove o Prêmio Internacional com o intuito de dar destaque aos melhores quadrinhos produzidos fora do Japão.

Depois que as obras são enviadas, elas passam por uma primeira seleção pela Associação Japonesa de Editoras de Mangás e depois seguem para avaliação do comitê do concurso, que seleciona 15 obras (um prêmio de ouro, três prêmios de prata e 11 menções honrosas de bronze).

Entre os prêmios do concurso, estão inclusos (aos premiados de prata e ouro) a participação da cerimônia de entrega dos certificados em Tóquio, passeios pelo Japão, visitas a editoras de mangás e encontro com quadrinistas japoneses.

Japan International Manga Award

Comitê avalia as obras enviadas Japan International Manga Award

Veja como foi a cerimônia de premiação do 13º Japan International Manga Award

Inscrições 20º Japan International Manga Award

Apenas uma obra pode ser submetida, por inscrito, mesmo que o quadrinho seja uma série, é necessário escolher apenas um para enviar. Veja algumas recomendações do regulamento:

  • A obra tem que ter no mínimo 16 páginas
  • Não é necessário que a obra tenha sido publicada previamente
  • A obra tem que ter sido PRODUZIDA entre 2023 e 2026
  • A obra tem que ser enviada em formato PDF
  • O formulário pode ser preenchido em japonês ou inglês

Para o envio, é recomendado que cada participante entre em contato com o consulado da sua região (veja a lista no final do post).

Brasileiros premiados

Na primeira edição do International Manga Award, dois brasileiros foram premiados com o certificado de bronze. Os quadrinistas Érica Awano e Marcelo Cassaro participaram do concurso com o manga Holy Avenger. “Foi uma surpresa receber esse reconhecimento do governo japonês. Mostrou para muitas pessoas que o Holy Avengers é sim um mangá brasileiro”, comentou Awano.

Segundo Cassaro, que hoje é roteirista da Turma da Mônica Jovem, esse prêmio também foi importante em sua carreira, pois abriu portas para que pudesse mostrar seu trabalho no Brasil. (veja mais no link)

Outro brasileiro de destaque foi o autor Hiro Kawahara, que ganhou o prêmio de ouro na 18º edição com A Sereia de Floresta e foi convidado para a cerimônia de premiação no Japão, na primeira vez que um autor brasileiro foi reconhecido com o prêmio máximo.

Até então, o Brasil já tinha sido agraciado em outros anos com o prêmio de prata com a obra Ye (Guilherme Petreca), e o prêmio de bronze com Romaria (Jun Sugiyama e Alexandre Carvalho), Amarelo Seletivo (Ricardo Tayra e Talessak), Reward (Okagawa Kenji), Fujie and Mikito (Yuri Andrey e Marcelo Costa), Ritos de Passagem (Lucas Marques), Pequena Loja de Horrores (Rafaella Ryon) e Holy Avenger (Érica Awano e Marcelo Cassaro).

Redação AkibaSpace Redação do Site AkibaSpace
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