Guerreiras Mágicas de Rayearth vs. Guerreiras do K-Pop

Se você assistiu a Guerreiras do K-Pop e teve aquela sensação de “eu já vi algo parecido antes”, saiba que você não está sozinho! Muito antes de Rumi, Mira e Zoey subirem aos palcos para enfrentar ameaças sobrenaturais, Hikaru (Lucy), Umi (Marine) e Fuu (Anne) já embarcavam em uma aventura que misturava amizade, magia e muita ação em Guerreiras Mágicas de Rayearth.

 

DE CEFIRO AOS PALCOS DO K-POP 

Lançado originalmente em 1993, Guerreiras Mágicas de Rayearth acompanha três estudantes que são transportadas da Torre de Tóquio para o mundo mágico de Cefiro. Hikaru, Umi e Fuu descobrem que foram escolhidas para se tornar as lendárias Guerreiras Mágicas e recebem a missão de salvar aquele mundo, que está à beira do colapso.

Mais de 30 anos depois, a fórmula ganha uma nova roupagem em Guerreiras do K-Pop. Rumi, Mira e Zoey também formam um trio de garotas com uma missão extraordinária, mas, em vez de um mundo mágico, precisam dividir seu tempo entre os palcos e a batalha contra forças sobrenaturais.

 

TRÊS PERSONALIDADES, UM SÓ TIME

Embora Guerreiras Mágicas de Rayearth e Guerreiras do K-Pop sejam obras de épocas e universos completamente diferentes, seus trios de protagonistas guardam algumas semelhanças interessantes. Hikaru e Rumi ocupam uma posição de liderança entre suas companheiras e compartilham uma personalidade determinada, corajosa e movida pelos sentimentos. São personagens que não hesitam em se colocar em perigo quando aqueles que amam estão em jogo.

Umi e Mira trazem uma personalidade mais intensa para seus respectivos grupos. As duas possuem uma postura forte e confiante, mas também demonstram uma grande preocupação com suas companheiras. Por trás da atitude mais durona, existe uma personagem extremamente leal e disposta a proteger quem está ao seu lado.

Fuu e Zoey, por outro lado, representam um equilíbrio diferente dentro dos trios. Enquanto Fuu se destaca por sua inteligência e por pensar antes de agir, Zoey traz uma energia mais leve e descontraída. Ainda assim, ambas mostram que uma equipe não é formada apenas por quem parte para o combate: saber observar, pensar e apoiar as companheiras também é uma forma de ser uma guerreira.

Apesar dessas semelhanças, cada uma das seis personagens possui sua própria personalidade e história. É justamente essa mistura de características que faz com que os dois trios funcionem tão bem e mostra que, quando se trata de salvar o mundo, ter companheiras diferentes de você pode ser uma das maiores forças que existem.

 

QUANDO A MÚSICA TAMBÉM VIRA PARTE DA MEMÓRIA

Para quem acompanhou o anime de Guerreiras Mágicas de Rayearth nos anos 1990, é difícil falar da série sem lembrar de “Yuzurenai Negai”, interpretada por Naomi Tamura. A música foi a primeira abertura do anime e se tornou uma das canções mais lembradas da obra. No Brasil, a série também ganhou músicas originais para sua exibição, incluindo a abertura “Guerreiras Mágicas”, interpretada por Larissa Tassi.

Décadas depois, Guerreiras do K-Pop mostra como uma produção pode transformar sua trilha sonora em um fenômeno por si só. Entre as várias músicas que conquistaram o público, “Golden”, do grupo fictício HUNTR/X, se tornou o grande destaque. A faixa chegou ao topo da Billboard Hot 100 e permaneceu por semanas entre as músicas mais ouvidas. Em 2026, “Golden” também ganhou o Oscar de Melhor Canção Original, tornando-se a primeira música de K-pop a conquistar a estatueta na categoria. O filme também levou para casa o prêmio de Melhor Animação na mesma cerimônia.

NEM TUDO É O QUE PARECE

Tanto Guerreiras Mágicas de Rayearth quanto Guerreiras do K-Pop gostam de brincar com aquilo que o público pensa saber sobre sua própria história. Conforme as protagonistas avançam em suas jornadas, novas peças começam a aparecer e fazem o público questionar quem realmente está por trás dos acontecimentos. Podemos dizer que as duas obras brincam com as expectativas de quem está assistindo ou lendo. Personagens, conflitos e até mesmo a ideia de quem deve ser considerado um “vilão” ganham novos significados conforme a história avança.

É um daqueles casos em que vale a pena chegar ao final da jornada sem saber demais. Afinal, quando tudo parece estar claro, talvez seja justamente a hora de começar a desconfiar.

DUAS GERAÇÕES DE GUERREIRAS

Separadas por mais de três décadas, as duas obras mostram como a ideia de garotas enfrentando ameaças sobrenaturais pode ganhar novas formas com o passar do tempo.

O mangá da CLAMP estreou no Japão em 1993 e chegou ao Brasil ainda nos primeiros anos da Editora JBC, tornando-se parte importante da trajetória da editora e de uma geração de fãs de mangá. A obra também ganhou uma adaptação em anime que foi exibida no Brasil nos anos 1990.

Mais de três décadas depois, a animação da Netflix apresenta uma nova versão da ideia de garotas que vivem aventuras sobrenaturais. O filme combina elementos da cultura pop contemporânea com fantasia, comédia, ação e música, conquistando uma audiência global.

NÃO É PRECISO ESCOLHER UM LADO NESSA BATALHA

Sejam espadas, armaduras, magia e criaturas fantásticas ou música, coreografias, K-pop e demônios, as duas histórias compartilham uma ideia que continua conquistando gerações: três garotas podem ser muito mais poderosas quando estão juntas. 

E se você se divertiu acompanhando as Guerreiras do K-Pop salvando o mundo, talvez seja hora de conhecer outras três garotas que fizeram isso muito antes: Hikaru, Umi e Fuu, as Guerreiras Mágicas de Rayearth.

A aventura começa em Cefiro.

GUERREIRAS MÁGICAS DE RAYEARTH
Autoria: CLAMP Premium Collection
Gênero: shoujo
Páginas: 202
Formato: 15 x 21 cm
ISBN: 9788545717898
Lançamento: agosto de 2026
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