Disney japonesa: O sucesso dos animês

O Walt Disney japonês

Os desenhos animados já existiam no Japão antes da Segunda Guerra Mundial, mas eram utilizados quase que exclusivamente para fins educativos ou como propagandas do governo. A grande obra que contribuiu para a popularização do animê foi Astro Boy (Tetsuwan Atomu), de Osamu Tezuka (1928 – 1989), o primeiro desenho que estreou em 1951 na televisão japonesa, ainda em preto e branco. A importância de Tezuka para o animê e o mangá é similar ao americano Walt Disney.

Nascido na província de Osaka, Tezuka publicou sua primeira série de mangás em 1946, enquanto cursava a Universidade de Medicina de Osaka. Nos anos seguintes, com a popularização da TV, produziu algumas das maiores obras primas  da animação japonesa. Além do seriado Astro Boy, fez também A Princesa e o Cavaleiro e Kimba, o Leão Branco. Este último apresentado em versão para TV no Japão e nos Estados Unidos na década de 60.

Kimba, foi ainda o primeiro desenho colorido produzido pelos japoneses, e por muitas vezes foi comparado ao O Rei  Leão, da Disney, que surgiu 30 anos depois. As coincidências do enredo que narra as aventuras do leãozinho e as diversas semelhanças evidentes em cenas e cenários, levaram na época do lançamento 158 desenhistas nipônicos a realizar um abaixo assinado de protesto após a primeira exibição. A Disney na época se pronunciou afirmando não existir plágio em sua obra.

Em 1997, independente da existência de plágio ou não na obra americana, o leãozinho de Tezuka, Kimba, ganhou um filme. Todo colorido e com aventuras agora vividas por ele não mais em sua infância, mas sim, grande. As obras de Tezuka continuam modernas e insuperáveis, mesmo após sua morte, são feitas adaptações para cinema pela Tezuka Productions, como o caso de Black Jack (1996), que conta a história de um médico brilhante que, mesmo com a licença profissional cassada, descobre a cura para qualquer doença.

 

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