Exposição de fotos mostra momentos de felicidade pelo mundo

Mostra de fotografia no Festival do Japão
Mostra de fotografia no Festival do Japão

AMY é apenas um codinome que junta as iniciais de Angelina Megumi Yamada. Há dois anos, ela decidiu largar o trabalho para conhecer novas culturas e se dedicar a projetos sociais. Juntou dinheiro e, com um orçamento aproximado de 2 mil reais por mês, passou vinte meses viajando por países em desenvolvimento.

Angelina disse que aos 21 anos fez sua primeira viagem como mochileira. Ela foi para o Peru com pouco dinheiro e descobriru que era capaz de viajar sozinha sem muitas regalias. “Sempre ajudei em projetos sociais aqui no Brasil, como no Kodomo no Sono, Ikoi no Sono”, disse. Depois de trabalhar por dez anos como bancária, Angelina disse que precisava encontrar um outro rumo, um significado para sua vida e, por isso, decidiu juntar dinheiro para viajar.

“Adotei Amy porque é mais fácil para as crianças aprenderem a pronunciar”, explicou. Isso a ajudou pois trabalhou em ONGs com projetos diferentes, de orfanato a fazenda orgânica. “Eu levava livros de inglês comigo e em alguns dos projetos eu ajudava dando aulas de inglês”, contou.

Apesar de não falar a língua local da maior parte de seus destinos, Angelina disse que aprendeu a se virar com mímicas mesmo, ou da forma que era possível. “Às vezes apenas um olhar, um sorriso eram suficientes. Especialmente se o projeto envolvia crianças ou idosos, a atenção e o contato humano eram suficientes para fazer a diferença”, contou a viajante.

Curtir a infância - em Ghalel (Nepal)
Curtir a infância – em Ghalel (Nepal)

“Quando soube do tema do Festival do Japão deste ano, quis fazer uma seleção das fotos que tirei nessas viagens que representam diferentes manifestações da felicidade”, comentou. A viajante quis trazer, com a exposição, a ideia de que momentos de felicidade podem ser compartilhados em diferentes perspectivas, em situações distintas de espontaneidade e celebração.

Em uma das fotos, do Nepal, Angelina descreveu: “Era fim de tarde, estava com frio, mal conseguia escrever o meu diário quando estes três anjos apareceram. Não fiz nada. Juro. Mas elas começaram a fazer ‘palhaçadas’ para mim. Mesmo sem nos comunicar (elas não falavam inglês e eu não falava o dialeto deles), ri também. Ficamos as quatro meninas rindo e sorrindo umas para as outras. A Felicidade não tem idioma, ela está em nós em uma linguagem universal”.

Agora que voltou ao Brasil, Angelina pretende dar continuidade ao seu projeto de vida, criando projetos autossustentáveis no Brasil. “Quero trabalhar com jovens criando uma ONG de empreendedores, dando assistência em planejamento financeiro para que eles possam gerar renda com seus próprios empreendimentos”, explica Angelina.

Quem quiser conhecer o blog com os depoimentos de viagem, o endereço é http://throughthelensofamy.blogspot.com.br

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