‘Densha Otoko’ mostra romance na era da internet

Ano de 2004 no Japão, internet se tornando o maior refugio e ponto de encontro para os otakus (como são chamados os nerds no Japão). Esse é o momento em que um jovem entra em fórum pedindo conselhos sobre uma jovem que conheceu no trem. Pode parecer que não, mas existem indícios que essa história é real.

Capa nacional da novel Densha Otoko, lançada em 2013 pela Editora JBC. Divulgação

A partir do desenvolvimento entre o chamado ‘Densha Otoko’ (literalmente, “homem do trem”) e os outros usuários do fórum, nasceu a novel Densha Otoko – O homem do Trem, um compilado da conversa entre ele e os outros usuários sobre como se comunicar e desenvolver o relacionamento com a moça.

A história foi compilada por um usuário que se identificou como Naka no Hito, que se traduzido fica “um de nós”. Quando foi realizada a publicação autor ficou nomeado como Hitori Nakano que nos ideogramas originais fica “Todos os solteiros do fórum”, como uma homenagem a cada um que participou daquele momento de desespero e ajuda.

O livro foi trazido ao Brasil pela Editora JBC em 2013 com o título Densha Otoko – O Homem do Trem e manteve o tom descontraído de apresentar a história do jovem perdido em busca de ampliar seus relacionamentos.

O Filme

Pôster de divulgação do filme

A história narrada no live-action produzido em 2005 tem o mesmo enredo do mangá, um típico otaku socorre uma moça que estava sendo perturbada por um bêbado no trem. Ela pede o endereço dele para enviar um presente de agradecimento. O rapaz perdido, publica o acontecido em um fórum de internet e pede conselhos sobre o que fazer.

No filme, há muitos recursos que remetem a interfaces eletrônicas típicas de computador e celular, como tela dividida, caixas de texto, caracteres e pixels.

O personagem Densha Otoko (Takayuki Yamada, de Crows Zero e 13 Assassins) é um jovem tímido e solitário cuja rotina é trabalhar, passear por Akihabara (o centro da cultura pop e tecnológica em Tóquio) e usar a internet em casa. Entre os itens de decoração de seu quarto, estão réplicas dos robôs do anime Evangelion.

A moça do trem passa a ser chamada de “Hermès” (Miki Nakatani, de Ringu 2 e Loft) porque presenteou Densha Otoko com um conjunto de cerâmicas de tal marca de luxo. Ela aparenta ser mais velha que o rapaz, além de viver em um mundo bem diferente. Porém, ela compartilha um certo ar de insegurança.

Para se preparar para o improvável encontro, Densha Otoko pede conselhos para os outros usuários do fórum, que se envolvem totalmente na história do desconhecido. Os amigos virtuais acabam criando pequenas tramas paralelas que também se tornam interessantes com o desenvolver do filme.

Em algumas vezes, os personagens são mostrados de uma forma estereotipada, o que provavelmente foi intencional. Há algumas situações extremas, como Densha ir a uma LAN house (“internet cafe”, no Japão) no meio de um encontro com Hermès para pedir mais conselhos no fórum. Pode ser difícil acreditar que haja pessoas assim, mas – acredite – existem.

 

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