Teste: Câmera instantânea Instax Mini7S

Pode-se afirmar que 99,9 % das câmeras fotográficas lançadas nos últimos anos são digitais. Contudo, entre o 0,1% restante está a câmera que a Made in Japan analisou com exclusividade para você.

Apresentamos a Instax Mini 7S, da Fujifilm:

A Instax nada mais é do que uma câmera instantânea, ou seja, você fotografa e em poucos minutos a foto está revelada em suas mãos no tamanho 54mm por 86mm, que é aproximadamente o mesmo tamanho de um cartão de banco. Na realidade, a investida da Fujifilm revive com perfeição a experiência das famosas Polaroides que fizeram sucesso durante os anos 60.

A simpática câmera branca certamente chama atenção primeiramente pelo formato arredondado e tamanho um tanto grande. Não possui tela de LCD e traz apenas dois botões: um de disparo e um para escolher entre 4 funções pré-programadas para diferentes condições de luz. Mais simples e intuitivo do que isso realmente não há.

Estamos acostumados com câmeras cada vez menores, repletas de botões e funções. Hoje, a grande maioria possui uma infinidade de opções pré-programadas, filtros de cor e até tratamento de imagem básico. Nos últimos anos foi incorporado também filmagem em HD, inclusive em algumas câmeras de celular. Mas não espere encontrar nada disso na Instax, pois ela faz somente duas coisas: tira fotos e revela. E mesmo assim, somente 10 a cada troca de cartucho.

Analisando friamente, podemos achar que essa aposta da Fujifilm estaria fadada ao fracasso, certo? Errado! A câmera é um sucesso. Caiu no gosto principalmente do publico feminino e já vendeu milhares de unidades na Coreia do Sul, China e Japão e agora espalha-se pela Europa e Américas.

Mas como pode uma câmera que vai na contra mão do que é visto no mercado dar tão certo?

Talvez seja a ansiedade que dá ao ser obrigado a esperar alguns minutos para a foto finalmente aparecer. Ou então, a sensação de encostar a câmera no rosto para poder enquadrar a foto pelo visor óptico e não por um monitor LCD. Ou ainda, o cuidado que acabamos tendo para não gastar as poucas lâminas fotográficas em fotos que certamente vão ficar ruins.

Cada foto feita pela Instax é única. Não é possível compartilhar suas fotos nas redes sociais ou com amigos a menos que você use um scanner ou faça uma foto digital da foto e, mesmo assim, a original será somente a primeira. Este fator inevitavelmente inclui um valor sentimental em cada foto tirada com a Instax e isso é realmente único nesta câmera.

A câmera no Brasil é relativamente barata e pode ser encontrada por cerca de R$ 350. Contudo, a caixa com dois cartuchos contendo 10 lâminas fotográficas cada sai por R$50. Ou seja, cada foto da Instax sai por menos de R$45 aqui no Brasil. Um valor nada competitivo de mercado. Culpa das altas taxas de importação, já que os cartuchos ainda não são fabricados por aqui.

Durante nossos testes, notamos que a Instax se saiu melhor em retratos. Contudo, ela mostrou-se fraca com relação à medição de luz. Durante vários momentos o flash disparou desnecessariamente em cenas super iluminadas ao ar livre.

A Fujifilm promete novidades na linha de câmeras instantâneas ainda este ano e deve apresentá-las ao publico brasileiro na próxima edição da Photoimage Brasil que acontece de 28 a 30 de agosto no Expo Center Norte.

A Instax foi feita para você?

Se você procura novas experiências fotográficas, diversão garantida em um encontro de amigos ou simplesmente uma câmera para chamar atenção, a Instax foi feita para você.

Se você é do tipo que nunca gasta dinheiro com ampliação de fotos em laboratório ou gosta de fazer várias fotos porque “uma deve sair boa” é melhor passar longe dessa aqui. Certamente você vai acabar estourando seu orçamento e em pouco tempo poderia até ter comprado uma câmera de última geração.

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Fotos: Rafael Salvador/ JBC