Teste: Fone de ouvido RP-HTX7

Houve uma época em que os fones de ouvido eram muito parecidos com tiaras. Depois, vieram os earbuds – semelhantes a botões. Os invasivos intra-auriculares tiveram fama fugaz.

Nos anos 70 e 80, os usuários de sistemas de som portáteis dispensavam o fone ao aproximar as caixas acústicas do ouvido – é só lembrar do tempo do radinho de pilha no futebol e do boombox.

Hoje, a moda são os fones de ouvido com almofada, ou circuauricular, projetado para cobrir toda a orelha.

Conexão
Para este teste, o fone RP-HTX7, da Panasonic, foi conectado aos seguintes aparelhos: computador (desktop), notebook, tablet, TV, celular e videogame portátil.

No caso do desktop e da TV, é recomendável usar um cabo de extensão, já que o fio de 1,2 metro não permite ficar a uma distância confortável, especialmente no caso da TV.

A conexão do fone é P2 3,5 mm, o tipo mais comum. O plug é relativamente grande, mas não comprometeu o conforto e proporcionou encaixe firme. Porém, no caso de videogames portáteis (Nintendo DS e Sony PSP), o conector atrapalhou a movimentação das mãos.

Nos demais aparelhos, não houve problemas.

Naturalmente, a experiência depende muito da fonte de som; a função do fone de ouvido é conduzir os estímulos sonoros para uma experiência – vale lembrar – individual.

Música
Testei o fone com músicas de diversos estilos: bossa nova, rock, clássica etc.

O resultado mais surpreendente foi com “Luv (sic) Part 2”, faixa do álgum de hip hop e jazz Hydeout Productions: First Collection, do DJ japonês Nujabes. Foi possível ouvir com definição sons que um fone tipo earbud mal consegue reproduzir ou o faz com muita distorção.

Games
Os games portáteis ganham muito com o uso de fones, afinal, os pequenos alto-falantes não são o suficiente para reproduzir simultaneamente sons com definição.

O teste foi feito com o jogo WarioWare: Touched!, do Nintendo DS. Foi possível ouvir com clareza os muitos efeitos sonoros sem que a música se sobrepusesse.

Vídeos
O tipo de filme que melhor usa os efeitos sonoros são os de terror (especialmente os de J-horror), já que não bombardeiam o ouvido, mas usam também o silêncio a seu favor.

O filme escolhido foi Juon, versão em DVD. Com o fone, é possível perceber melhor um som característico do filme, que é o de pessoas e coisas se arrastando, arranhando ou raspando. Esse “perceber melhor” significa notar que o som não deve ter recebido muito tratamento de pós-produção – seja por opção criativa ou por limitação de orçamento.

Conclusão
Em termos de som, o fone RP-HTX7 respondeu bem em todas as situações.

Naturalmente, existem fones com mais recursos, como ajuste independente de volume e bluetooth. Apesar do preço sugerido de R$ 229, é possível encontrá-lo por aproximadamente metade no varejo.

Com 165 g, o fone começa a causar incômodo com cerca de 1 hora de uso contínuo.

O cabo parece ser resistente ao uso cotidiano, com tendência a se enrolar, ao invés de dobrar, o que facilitaria a quebra do fio. A costura das almofadas também parecem ser suficientemente firmes. O interior não tem muitas reentrâncias, o que facilita a limpeza.

Para realmente ficar isolado do mundo com o fone, é preciso estar com o volume consideravelmente alto. Isso não chega a ser uma desvantagem, já que é importante ainda ouvir alguma coisa do ambiente – durante os testes, não ouvi o telefone tocar por duas vezes.

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Fotos: Rafael Salvador / JBC

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