Instituto japonês anuncia criação do 113º elemento químico

O Riken, instituto de pesquisas científicas do Japão, anunciou hoje a criação do que pode ser considerado o 113º elemento químico, após nove anos de pesquisas.

Segundo a NHK, o novo elemento foi criado ao bombardear átomos de bismuto com zinco em um acelerador de partículas.

No comunicado divulgado pelo Riken, consta que “em 12 de agosto, (…) íons de zinco a 10% da velocidade da luz colidiram com uma fina camada de bismuto para produzir um íon muito pesado, seguido de uma cadeia de seis partículas alpha consecutivas, identificadas como produtos de um isótopo do 113º elemento”.

Caso o resultado seja ratificado por órgãos internacionais competentes (como a Iupac), será a primeira vez que uma entidade da Ásia terá o direito de nomear um elemento químico.

O instituto também publicou um vídeo para ilustrar o processo.

“Gostaria de agradecer todos os pesquisadores e equipe envolvidos neste grande resultado. (…) Para nosso próximo desafio, temos o território inexplorado do elemento 119 e além”, afirmou Kosuke Morita, cientista-chefe.

Embora com alguma controvérsia, considera-se que os 93 primeiros elementos existem naturalmente. A partir do 94º, foram sintetizados em laboratórios principalmente dos Estados Unidos, Alemanha e Rússia.