Origami, arte e um bom negócio

“Você faz um por um?” – deve ser uma das perguntas que a origamista Adriana Suzuki mais ouve. O motivo da dúvida é que, pela quantidade e pela complexidade das peças, é fácil pensar que ela conta com uma grande equipe ou mesmo algum tipo de máquina. “Não, não tem uma equipe de 15 pessoas!”, diz, entre risos.

Adriana é formada em Odontologia e atuava no ramo até perceber que o origami poderia ser mais que um passatempo, que ela aprendera com o avô aos 9 anos de idade.

Hoje, Adriana produz peças para ocasiões como casamentos, aniversários, maternidade e bar mitzvah. Seu trabalho já esteve em eventos organizados pelo restaurante Hideki e pelo hotel Blue Tree, entre outros.

“A minha comunicação tem como objetivo divulgar a arte do origami, o trabalho manual, para o público ocidental e oriental, sem distinção”, afirma Adriana.

Clique aqui para acessar o blog de Adriana Suzuki.

A origamista Adriana Suzuki

A origamista Adriana Suzuki

Leia, a seguir, a entrevista em 4 páginas com Adriana Suzuki

Conte-nos sobre sua carreira como origamista.
Na verdade, nunca achei que trabalharia com origami. Não fiz curso. Aprendi com meu avô, quando tinha 9 anos de idade. Era um hobby.

Na época em que eu estava saindo do restaurante onde trabalhava como sommelier, conheci uma doceira famosa. Levei umas amostras de lembrancinhas para ela. Daí, ela logo encaminhou para uma cliente.

No restaurante, eu fazia alguns origamis para entreter as filhas dela, para elas brincarem. Quando levei as amostras, ela disse “não, eu quero os origamis, porque a minha cliente pediu”. Daí eu tive um mês para elaborar as flores e tudo o mais. Depois desse pedido, acabei continuando.

Aí as portas foram abrindo. Fui aperfeiçoando, focando apenas no origami, porque antes também trabalhava com caixinhas de madeira. Na época [2010], havia um nicho que não era muito explorado, que era o de eventos.

Foi um passo de cada vez. Comecei em casa, despretensiosamente. As clientes foram indicando, o blog foi dando muito resultado. Isso ajudou muito. As coisas foram se encaixando, daí deixei de exercer a odontologia no ano passado. Hoje, eu só vivo de origami.

Então não houve uma grande ruptura?
É, porque quando eu vi que meu tempo estava sendo consumido mais pelo origami, com reunião com cliente e produção, comecei a pensar em deixar a odonto. Não era bem meu planejamento. Primeiro porque achava que seria dentista até me aposentar, mas, como foi se abrindo essa porta, de uma forma tão consistente, então fui deixando aos poucos, até que, no ano passado, não atendi mais ninguém.

Não foi nada radical. Não senti que “oh, abandonei uma profissão”. Não. Foi uma caminhada, desde a época do restaurante, quando novas oportunidades começaram a surgir. Hoje, estou focada no origami, e sommelier é como um hobby.

Para ler a próxima página, clique no número abaixo.

Leia a entrevista até o final para visualizar a galeria de fotos

Páginas: 1 2 3 4

Você pode se interessar também por...