Rakuten lança oficialmente loja online no Brasil

A Rakuten Brasil (divisão brasileira da Rakuten, empresa japonesa de comércio e serviços online) organizou evento ontem em São Paulo.

A Rakuten Super Expo teve como objetivo a discussão sobre o e-commerce e a situação do mercado brasileiro. As palestras foram ministradas por profissionais da Rakuten e de empresas parceiras.

No encerramento, aconteceu o lançamento oficial da Rakuten Shopping no Brasil – a empresa já opera no país há 10 meses.

“Em 10 anos, o Brasil pode estar entre os cinco maiores mercados da Rakuten”, afirmou Hiroshi Mikitani, fundador e presidente, em entrevista coletiva realizada antes do evento. Atualmente, a empresa atua, além do Japão, em países como Estados Unidos, França, Alemanha, Inglaterra e China.

Quando questionado se ele mesmo costuma comprar online, Mikitani respondeu, bem-humorado, que sim, apontando os sapatos, meias, gravata e lenço que estava usando como itens adquiridos pela internet.

Para Ricardo Ikeda, CEO da Rakuten Brasil, o maior desafio será instalar o modelo de negócio, inédito no país. Funciona como um shopping center online, em que varejistas oferecem seus produtos – a Rakuten, em si, não atua como vendedora. “A ideia é fazer parcerias com lojas de diversos segmentos”, disse Ikeda.

Made in Japan perguntou se haveria alguma facilidade para importação de produtos do Japão. “Existem dificuldades relacionadas a regulamentos e taxas, mas seria interessante”, respondeu Alessandro Gil, CMO da Rakuten Brasil, que mencionou uma ação feita na filial dos Estados Unidos, que ofereceu frete grátis para compra de produtos do Japão.

Sobre os recentes problemas de entrega de lojas virtuais brasileiras, Gil afirmou que a Rakuten conta com uma equipe para acompanhar o andamento das operações e cobrar o varejista quando necessário. “Um lojista que estava atrasando as entregas teve que ser excluído”, completou.

Ikeda explicou que a Rakuten opera de acordo com o conceito japonês do “omotenashi”, que pode ser entendido como uma relação igualitária entre comprador e vendedor.

A Rakuten também trouxe ao Brasil o Kobo, plataforma para e-books. “Atualmente, não existe o interesse mas a necessidade de realizar a mudança para o conteúdo digital”, afirmou Todd Humphrey, vice-presidente de desenvolvimento de negócios. “Daqui a três ou cinco anos, 50% dos livros serão digitais. Antes, era difícil falar com as editoras sobre o e-book; hoje, é bem mais fácil”, finalizou.

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Fotografia: Henrique Minatogawa