Apresentação de teatro kagura no Festival do Japão

Personagem da história de Hachiman

O teatro kagura tem raízes no xintoísmo, religião nativa do Japão

O Centro Cultural Hiroshima do Brasil realizou uma apresentação de teatro kagura no palco principal do Festival do Japão. O kagura tem origens em rituais xintoístas, em que as pessoas pediam ou agradeciam pela boa colheita e saúde.

O elenco está dividido em dois grupos: maikata e hayashikata. Os maikata executam a dança propriamente dita, caracterizados com máscaras, armas e trajes de acordo com os personagens da história a ser contada. Os hayashikata tocam instrumentos musicais: odaiko (tambor típico japonês tamanho grande), shimedaiko (tambor pequeno), choshigane (semelhante aos pratos de orquestras) e yokobue (flauta transversal de bambu).

Grupo dos hayashikata tocam instrumentos musicais durante a apresentação

Grupo dos hayashikata tocam instrumentos musicais durante a apresentação

A história apresentada foi a de Hachiman. De acordo com o site do Grupo Kagura do Brasil, o vigésimo primeiro imperador Yuuryaku ordenou que o príncipe Hachiman Taro derrotasse os Demônios do caos, que maltratavam o povo da província de Suruga (atual Shizuoka). O príncipe prontamente se encaminhou a Suruga, na companhia do atrapalhado Hachi. Todos, então, entraram em luta contra os Demônios. Os Demônios tentam se defender, mas são vencidos pelas flechas sagradas do arco do príncipe.

O cenário era formado por dois painéis de locais relacionados ao xintoísmo: o torii (portal) de Miyajima (localizado em Hiroshima) e as rochas Futami, da província de Mie, conhecidas como “rochas casadas”.

Clique em uma das imagens abaixo para visualizar a galeria de fotos da apresentação de kagura do Centro Cultural Hiroshima do Brasil no 14º Festival do Japão

Fotos: Henrique Minatogawa / Rafael Salvador