Cultura pop – O Japão moderno que faz sucesso

Esta reportagem faz parte das celebrações de aniversário de 13 anos da Made in Japan. A matéria foi publicada originalmente em nossa revista comemorativa de cinco anos (N° 60, de setembro de 2002). A edição trazia alguns dos assuntos que foram destaque em números anteriores da revista, entre eles a cultura pop japonesa, que tornava-se cada vez mais conhecida pelo público jovem brasileiro.

J-POP

Cantores e grupos de rock, pop e boys bands ditam moda e fazem a cabeça dos jovens japoneses

Cabelos coloridos, maquiagem carregada, roupas sensuais, jeito meigo ou rebelde. Há lugar para todos nas prateleiras e no coração dos fãs do mercado musical japonês. Tem para todos os gostos. O Oriente possui suas versões para boy bands, como Smap e Da Pump; musas teens como Speed e Max; divas que ditam a moda como Namie Amuro, Utada Hikaru e Ayumi Hamasaki, além das bandas de rock melódicos, como L’Arc~en~Ciel e Dir en Grey. Na maioria dos casos, a responsável por manter um artista nos primeiros lugares das paradas é a TV. As músicas veiculadas na telinha são sucesso certo e a garantia de venda de milhares de singles, o maior produto da indústria fonográfica no arquipélago.

MUSAS VIRTUAIS

As mulheres virtuais, criadas com a ajuda dos computadores, são o novo símbolo sexual do Japão

Se há uma revolução engatilhada para o século 21, esta é a revolução dos videogames. Uma nova mídia, capaz de fazer os garotos japoneses colarem nas paredes de seus quartos pôsteres de Yuki Terai, Anna e Non. Isso mesmo! Em lugar de mulheres de carne e osso, são as musas virtuais que fazem a cabeça dos jovens nipônicos. Criadas em tecnologia 3D por quadrinistas japoneses, as moças já fazem parte da “sociedade nipônica”. Yuki (ao lado), de 17 anos, por exemplo, já foi capa de revistas, participou de programas de TV e lançou um CD single.

POKÉMON

Pikachu e sua turma conquistaram as crianças de todo o planeta

Você já viu essa aula de marketing antes. O que começa apenas como um jogo de videogame acaba se transformando em desenho animado, brinquedos, cards, filmes para o cinema e mais videogames, num ciclo milionário cujo objetivo é um só: conquistar o mundo – ou, pelo menos, as crianças do mundo. Pokémon, abreviação para Pocket Monsters, conseguiu. Só no Japão, a indústria pokémonica fatura em média 3 bilhões de dólares por ano com produtos derivado dos monstrinhos. Para esse ano, ainda são esperados o sexto ano da série de desenhos animados na TV, o 5º filme para os cinemas e mais dois jogos para o videogame portátil Game Boy: Pokémon Rubi e Saphira. A febre dos mosntrinhos definidamente não tem previsão de acabar.

MANGÁ

Os quadrinhos japoneses são mania nacional

O sucesso dos mangás – os quadrinhos japoneses – pode ser constatado pelos 2,5 bilhões de dólares movimentados a cada ano no Japão. Mas também pode ser visto nas livrarias, cafés e lojas de conveniência, onde milhares de japoneses passam horas lendo – em pé – suas histórias prediletas. No Japão, ler mangá é quase obrigatório, um estilo de vida. Com um tipo de leitura e estilo de desenho próprio, essa espécie de arte pós-moderna ganhou adeptos no mundo todo e também no Brasil. Tanto que gênios como Osamu Tezuka, um dos mestres dos quadrinhos japoneses, é capaz de definir as características dos mangás até os dias de hoje. Sua série A Princesa e o Cavaleiro (Ribon no Kishi), que dispensa apresentações, será lançada no Brasil pela Editora JBC, que já disponibiliza no país títulos como Samurai X, Love Hina e Inu-Yasha.

LIVE-ACTION

Ultraman, o herói, e Godzilla, o monstro

No universo da live-action mundial, dois ícones japoneses estão no topo: o herói Ultraman e o monstro mutante Godzilla. Desde que foi criado, em 1966, Ultraman já estrelou dezenas de filmes e deu origemà gigantesca família Ultra. Seu equivalente réptil geneticamente modificado, o Godzilla, é melhor ainda. Tem 48 anos, já morreu 25 vezes – o número de filmes que protagonizou – e, mesmo assim, entra ano, sai ano, continua na moda.

ANIMES

Os desenhos animados feitos pelos japoneses viraram atrações cult

Desde que um certo Speed Racer invadiu as telas dirigindo seu bólido March 5 e se transformou no desenho mais cult de todos os tempos, os japoneses ficaram conhecidos mundialmente com seus desenhos animados, os chamados animes. Quase três décadas depois de Speed Racer, a lista de sucessos dos animes japoneses pelo mundo continua a crescer e inclue séries como A Princesa e o Cavaleiro, Patrulha Estrelar, Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball e Pokemón, todos ícones culturais que influenciaram hordas de desenhos – inclusive os de outros países. Akira, produção feita para o cinema, é um marco da computação gráfica, considerado por muitos críticos uma das melhores ficções científicas da história que, até aqui, foi dominada pelo traço japonês.