Cerveja na preferência do japonês

No país do saquê, o que mais se bebe é a cerveja. Segundo uma pesquisa do governo japonês, constatou-se que dos nove bilhões de litros de álcool consumido no Japão no ano passado, quase dois terços foram de cerveja e derivados, informou o jornal Yomiuri Shimbun.

Dados da Secretaria da Alfândega, ligada ao Ministério das Finanças, mostraram também que o consumo de vinho vem aumentando no país. A preferência são os importados, principalmente de origem francesa, italiana e americana. No ano passado, foram importadas 6,2 milhões de caixas (equivalente a nove litros) só do vinho francês.

Enquanto isso, o consumo médio da cerveja por adulto foi de 60 litros no ano de 2006, uma pequena queda em comparação ao ano passado. A pesquisa diz que mudanças na taxação das bebidas influenciou o setor.

Segundo o relatório mensal “Wands Review”, que analisa o mercado de cerveja japonês, as quatro maiores empresas do ramo (Kirin, Asahi, Sapporo e Suntory) tiveram diminuição nas vendas.

Tecnicamente, a cerveja é definida como uma bebida que contém 67% de malte, que é taxado a 77 ienes por litro.

Dessa forma, mesmo as cervejas que usam baixa concentração de malte, conhecidas como happoshu, tiveram perdas nas vendas – mesmo sendo mais baratas que as tradicionais.

Quem saiu ganhando foram as dai-san (zero malte) que são taxados a 28 ienes por litro e tiveram vendas de 210 milhões de litros.

Depois da cerveja, a segunda bebida mais popular é o shochu, conhecido por ser um destilado barato.

Enquanto isso, o saquê continua amargando péssimos resultados. Em 2006, seu consumo caiu 3,9%, com uma média de 6,9 litros por pessoa. Há cinco anos atrás, esse número era 9,2 litros por pessoa.

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