Abe mostra cautela sobre revisão da sucessão imperial

O primeiro-ministro Shinzo Abe reiterou nesta quinta-feira sua cautela em relação a revisão da sucessão imperial, que permitiria mulheres ascenderem ao trono japonês.

“Uma sucessão imperial estável é uma premissa básica para o nosso país”, disse o conservador Abe após uma visita ao santuário Ise Jingu, em Ise, na província de Mie. “Nós queremos discutir a questão sucessória de forma calma e profunda, tomando em conta o fato de que o príncipe Hisahito nasceu ano passado”.

Até o nascimento de Hisahito, em setembro do ano passado, a mais antiga monarquia do mundo encontrava-se em uma crise sucessória pelo fato de não haver nenhum herdeiro homem na família real há 41 anos.

Como chefe do Gabinete do então primeiro-ministro Junichiro Koizumi, Abe expressava-se contra a mudança na lei, preferindo a continuidade da linhagem masculina. Na ocasião, o premiê Koizumi criou um comitê para estudar a proposta de mudança, que recomendava a revisão.

Decretada em 1947, a Lei da Casa Imperial permite que somente herdeiros homens podem se tornar Imperadores, colocando o príncipe Hisahito na terceira posição da linha sucessória, atrás do príncipe Naruhito e de seu pai, o príncipe Akishino.

Se a lei for mudada como recomenda o comitê, a filha única de Naruhito, a princesa Aiko, 5 anos, sucederá seu pai e será a primeira Imperatriz desde o século 18.