Estrangeiros discutem educação

Aproximadamente 120 pessoas, incluindo cidadãos não-japoneses, discutiram problemas relacionados à educação no país no fórum de Tokyo. Problemas como ijime e dificuldades com a língua japonesa foram compartilhados pela comunidade estrangeira local, que incluem brasileiros, chineses, iranianos e coreanos.

Participantes do evento relataram que 20 a 30 porcento dos filhos de imigrantes não vão para a escola. O jornalista Eder Hashizume sugere que as escolas públicas japonesas melhorem o curso de língua japonesa aos estudantes não japoneses. “As crianças brasileiras não são fluentes nem em japonês nem em português”, diz Hashizume, que veio de Oizuma, em Gunmam, que abriga uma grande comunidade de brasileiros.

Algumas mães brasileiras e de outros países da Ásia pediram pela erradicação do ijime contra suas crianças e criticaram os professores por não ajudarem os estudantes não-japoneses em momentos de dificuldade.

O advogado Yasuko Morooka, que lida com a violação dos direitos humanos para estrangeiros, disse no fórum que as autoridades japonesas “precisam assegurar os direitos a crianças não-japonesas de receber educação apropriada e criar mais escolas para estrangeiros”.

O evento foi organizado pela No Border 2006, um grupo de voluntários que formularam uma rede de comunicação para estrangeiros que residem no Japão.