Japão quer discutir casos de “rapto” com Coréia do Norte

O primeiro-ministro Shinzo Abe pediu nesta sexta que a Coréia do Norte responda com sinceridade sobre os casos de seqüestro de cidadãos japoneses. Antes da declaração do premiê, o governo norte-coreano havia negado que tivesse raptado uma mulher recentemente, como acusava o Japão.

“O governo japonês identificou a sra. Kyoko Matsumoto como vítima de seqüestro baseado em nossas investigações”, disse Abe aos repórteres. “Eu acredito que a Coréia do Norte deveria se pronunciar sobre o assunto com sinceridade”.

Uma fonte do ministério do exterior, que não quis se identificar, disse que a resposta dos norte-coreanos faz pouco sentido e que “os atos da Coréia do Norte não correspondem com o senso comum e racionalidade”.

Em entrevistas à agência Kyodo, um pesquisador do ministério do exterior da Coréia do Norte disse que Kyoko Matsumoto não foi identificada entrando no país. Além disso, ele disse que a agente norte-coreana que teria raptado a cidadã japonesa não existe. Foram os primeiros comentários de um funcionário de Pyongyang desde que o Japão reconheceu o rapto de Matsumoto, na segunda-feira 20.

A Coréia do Norte admitiu em 2002 que seqüestrou ou atraiu para o país 13 japoneses nos anos 70 e 80, dos quais oito morreram – o que é discordado pelo governo de Tokyo – e cinco retornaram ao Japão.