Homem é condenado à morte por matar japonês no Iraque

A corte criminal do Iraque sentenciou nesta quarta-feira um homem por ter assassinado o mochileiro Shosei Koda em outubro de 2004. Hussein Fahmi, de 26 anos, é membro de uma milícia que era então comandada por Abu Musab al-Zarqawi, morto neste ano pelo exército americano.

Como defesa, Fahmi disse à agência Kyodo que foi obrigado a matar pessoas de todos os países que enviaram tropas ao Iraque. Ele também é suspeito de se envolver em outros 72 tipos de crime, como um ataque a bomba que matou 18 iraquianos, de acordo com um julgamento preliminar da corte. Destes 72, ele já foi indiciado pela maioria deles.

Koda entrou em Bagdá pela Jordânia via ônibus em 21 de outubro de 2004. Cinco dias depois, militantes de uma milícia exibiu imagens de Koda na internet, exigindo que a força de defesa do Japão se retirasse do país. O japonês de 24 anos foi encontrado morto no dia 30 de outubro, e a sua morte por decapitação foi veiculada na rede.