Currículo escolar causa polêmica no país

O diretor de uma escola de Ibaraki, Yuchiro Takaku, virou personagem de uma polêmica que corre o Japão. Governo e escolas divergem sobre o conteúdo do currículo das escolas. De acordo com um relatório do Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia, 400 escolas de 41 cidades não lecionam matérias consideradas obrigatórias, como História ou ciências.

A escola do diretor Takaku era uma delas. Na terça-feira 31, ele foi encontrado morto enforcado em uma floresta em Daigo. Uma nota de suicídio estava com ele mas a polícia não revelou seu conteúdo. Uma semana antes, Takaku havia se desculpado com alunos por não adotar matérias básicas, forçando-os a ter aulas adicionais para poderem se graduar.

A preocupação em entrar em uma universidade está no centro da discussão. Pais e alunos querem que as escolas foquem em matérias essenciais para os exames, como matemática e inglês. Governo pensa que é preciso ampliar a diversidade da grade curricular, com assuntos como tecnologia da informação ou turismo.

Educadores dizem que o problema se acentuou a partir de 2002, quando a quantidade de horas semanais por aula foi diminuído. Para escolas restou somente duas opções: elaborar dois currículos escolares (uma para o governo e outro oficial) ou aglutinar duas matérias em uma, juntando por exemplo História do Japão com História Mundial.