Metade dos chineses reprova Yasukuni mesmo com retirada de criminosos de guerra

Metade dos chineses entrevistados disseram que não aprovam a visita de políticos ao santuário de Yasukuni, mesmo que os criminosos de guerra sejam removidos do local. Os dados são de uma pesquisa feita juntamente por grupos chineses e japoneses.

Enquanto 30,4% dos chineses disseram que aprovam a ida de políticos caso a retirada dos criminosos de guerra seja feita, 51,1% reprovam de qualquer maneira. Além disso, 62,7% dos chineses e 55,5% dos japoneses disseram que a relação entre os dois países se deteriorou durante os cinco anos de governo do primeiro-ministro Junichiro Koizumi.

O santuário de Yasukuni, em Tokyo, homenageia os soldados japoneses mortos na Segunda Guerra, o que inclui também na lista de honrados 14 criminosos de guerra. Com isso, o santuário, que recebe constantes visitas de políticos japoneses, incluindo Koizumi, é associado pelos países vizinhos, especialmente Coréia do Sul e China, como uma apologia ao imperialismo japonês do início do século XX.