Acidentes ocorreram mais em 1992

A incidência de acidentes com asfixia por monóxido de carbono liberado em aquecedores defeituosos da Paloma Industries teve seu pico em 1992, quando os equipamentos começaram a apresentar problemas devido a idade, é o que diz a companhia.

Foram 27 casos de vazamento de monóxido de carbono entre 1985 e o ano passado, sendo que 21 resultaram em mortes. Sete dos casos ocorreram em 1992, com cinco mortes e 12 feridos. Os modelos de aquecedores que causaram os acidentes foram vendidos entre 1980 e 1989.

O Ministério da Economia, Comércio e Indústria distribuiu 40 mil manuais para a prevenção de envenenamento por monóxido de carbono em março de 1993 por meio de uma distribuidora de gás liquefeito. Depois disso não houve mais casos fatais envolvendo aquecedores deste tipo de gás, mas reparos malfeitos em aquecedores utilizando gás encanado causaram cinco mortes em 1994.

A Paloma admitiu que não houve informações suficientes sobre os aquecedores que utilizaram gás encanado, o que mais causou acidentes.