Budismo

1209_budismo_incensario.jpgUm koro (incensário) budistaSentados em posição de meditação, olhos cerrados e mãos unidas em forma de círculo, um grupo entoa mantras em um ambiente de total tranqüilidade.

Talvez seja essa uma das imagens mais propagadas no Ocidente dos adeptos do budismo, uma religião que busca a iluminação, a libertação do sofrimento e do renascimento por meio da harmonia interior, com a natureza e com as outras pessoas. Essa proposta, tão simples quanto difícil de ser colocada em prática, há muito extrapolou os limites da Ásia.

ReutersDalai Lama: popularidade no OcidenteO budismo nasceu na Índia, há cerca de 24 séculos, chegou à China e depois desembarcou no Japão, trazido pelos monges chineses para se tornar a segunda maior religião do país, atrás apenas do xintoísmo. Hoje, a religião criada pelo príncipe Sidarta, o primeiro Buda (que quer dizer desperto), está se tornando cada vez mais popular no Ocidente, incluindo o Brasil.

Figuras proeminentes do budismo, como o Dalai Lama, do Tibete, são conhecidos mundialmente e seus livros vendem milhões em todo o Planeta.

Atores como o americano Richard Gere realizam peregrinações pela Ásia e até Hollywood se rendeu à força impressionante de Buda e bancou as superproduções O Pequeno Buda, de Bernardo Bertolucci, com o astro Keanu Reves, e Sete anos no Tibete, com o galã Brad Pitt.

Na Europa e nos Estados Unidos, clínicas e centros de meditação vêm se multiplicando, recebendo um número cada vez maior de freqüentadores. No Brasil, o que antes era uma religião restrita aos japoneses e seus descendentes agora presencia a adesão de novos praticantes, a maioria não-descendentes de japoneses, em templos e escolas budistas.

Personalidades do mundo artístico brasileiro, como a apresentadora de TV Soninha, o cantor Ney Matogrosso e a atriz global Maitê Proença, também foram cativadas pelos ensinamentos e por esta filosofia de vida. Descubra, a seguir, os segredos de tanto sucesso.

Budistas Famosos

Fotos AE
Maitê Proença, atriz

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Ney Matogrosso, cantor

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Richard Gere, ator

Fotos: André Peerazo
Sonia Francine, a Soninha, apresentadora de TV

Luiz Fernando Macian
Templo Zu Lai, da linha Ch’an, em Cotia (SP): budismo contra a violência

Budismo no Brasil

O crescimento do budismo no Brasil, no entanto, não acontece somente entre os artistas e intelectuais. Representantes das principais linhas budistas presentes no país esperam uma expansão do budismo entre a população e estão se preparando para isso com a construção de novos templos e a formação de monges brasileiros. Diante desses esforços, cabe uma pergunta: por que o budismo vem conquistando a simpatia dos brasileiros a ponto de alguns considerá-lo a religião do futuro no país?

Para responder a essa questão, nada melhor que os depoimentos de alguns dos principais representantes das diferentes correntes budistas atuantes no Brasil. “A insegurança e o medo, acentuados depois do atentado de 11 de setembro em Nova York, provocaram uma forte busca pela paz. Muitas pessoas estão encontrando no budismo um refúgio contra a violência”, diz Chüeh Shi, reverenda do templo Zu Lai, da linha ch’an.

Para a monja Coen, uma das principais figuras do zen-budismo no Brasil, o interesse pelo budismo está aumentando em função da valorização da ecologia e dos direitos humanos. “O mundo está percebendo que o homem pode viver em harmonia com a natureza, em paz e sem discriminar uns aos outros”, afirma.

“O budismo está crescendo porque as pessoas estão percebendo o lado prático dessa religião que ajuda a superar o sofrimento humano”, comenta Getulino Nakajima, vice-presidente da Soka Gakkai no Brasil.

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