Kyoto

Kinkaku-ji em Kyoto

Kinkaku-ji em Kyoto Foto: Karin Kimura

Kyoto é a melhor cidade turística japonesa. Longe da falta de modéstia, essa é a opinião expressa por vários viajantes, guias turísticos e, claro, pelos próprios japoneses. Só Kyoto pode, por exemplo, oferecer a seus visitantes um acervo de mais de 2 mil templos religiosos, budistas e xintoístas.

A grande quantidade, aliás, não banaliza a atração, já que em alguns desses templos estão algumas das estruturas arquitetônicas mais belas do Japão, como o Kinkaku-ji – ou Pavilhão Dourado -, com suas paredes externas folheadas a ouro; e o Ryoan-ji, onde o simbolismo de seu Jardim de Pedra convence o mais agitado dos turistas a se acomodar, contemplar e refletir.

Outra marca da cidade são as gueixas, que circulam pelo bairro de Gion, conhecido por abrigar as casas de gueixas mais famosas do país. Com gestos suaves e delicadeza no andar, elas passeiam pelo bairro, para o deleite dos turistas, e geralmente posam para fotos.

Kiyomizu

Kiyomizu-dera, em 1-chome, Kiyomizu, Higashiyama-ku

Tudo isso faz de Kyoto, a antiga capital imperial do Japão, o destino certeiro de pessoas em busca da cultura japonesa autêntica, anterior ao processo de ocidentalização ocorrido no país após a Segunda Guerra Mundial.

E há até uma explicação histórica para isso: a cidade foi um dos poucos lugares poupados dos bombardeios aliados, os quais, aproveitando-se do uso de madeira nas construções japonesas, lançavam bombas incendiárias capazes de queimar uma cidade como Tokyo em questão de minutos – e de fato foi o que aconteceu com a metrópole.

Em Kyoto, e para o bem de todos, as tradições arquitetônicas e, principalmente, as culturais, permaneceram vivas.