Ukiyo-ê

Trinta e seis vistas do Monte Fuji – Um Lindo Dia de Brisa, por Katsushika Hokusai

Trinta e seis vistas do Monte Fuji – Um Lindo Dia de Brisa, por Katsushika Hokusai Katsushika Hokusai


Mesmo quem nunca pisou no Japão já deve ter visto, pelo menos de relance, essas gravuras típicas japonesas, com imagens de sensuais cortesãs, bravos samurais, atores do teatro kabuki ou paisagens que têm como pano de fundo o Monte Fuji. A arte do ukiyo-e é uma das mais representativas formas de expressão da cultura nipônica.

O ukiyo-e é uma arte predominantemente urbana, feita pelo homem do povo para seu próprio consumo. É um dos vários estilos da arte gráfica japonesa originados no Período Edo (1600-1867). A tradução literal da palavra “ukiyo-e” é “figuras do mundo flutuante” – expressão que passa a idéia de efemeridade, como se os temas retratados vagassem no tempo e no espaço.

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A Grande Onda de Kanagawa faz parte da série As 36 Vistas do Monte Fuji, por Katsushika Hokusai


A arte do ukiyo-e começou com o pioneiro Hishikawa Moronobu (1618-1694), que foi buscar inspiração em fontes até então não exploradas pelos artistas japoneses, como os bairros de prostituição de Edo e as cenas de amor explícito. Depois vieram, quase ao mesmo tempo, Utamaro e Sharaku, que desenvolveram com maestria o tema das figuras – beldades e atores kabuki, respectivamente. O terceiro tema mais popular entre os artistas de ukiyo-e envolve as paisagens do Japão. Nessa categoria, os dois grandes nomes são Hokusai e Hiroshige.

A importância do ukiyo-e ultrapassa os limites do país. Ao trazer à tona novas possibilidades de traço e cor, ele acabou influenciando fortemente o impressionismo francês. Tanto que várias gravuras foram importadas pela Europa, onde viraram moda.

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