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Luzes no palco, música ao fundo e atores usando máscaras são os indicadores de que o espectador pode estar diante de um espetáculo de teatro Nô, uma das mais prestigiadas formas de expressão teatral japonesa. Surgido na época dos samurais, o Nô foi elevado ao status de arte por um dos precursores do Nô no século 14, Motokiyo Zea-mi, responsável por um rico legado de 250 roteiros de Nô , além de dezenas de livros sobre direção, cenários e outros elementos teatrais.

Séculos mais tarde, foi consagrado por meio de outro ator, Hideo Kanze, um dos mais populares de todos os tempos. O envolvimento de Kanze com o teatro japonês começou cedo, quando tinha apenas 3 anos. Já naquela época, costumava imitar os atores de Nô no palco que seus pais mantinham dentro de casa. “Às vezes, penso que tenho uma ligação com Zeami”, conta ele.

As máscaras utilizadas nos espetáculos podem representar pessoas, demônios, divindades ou animais, Confeccionadas de madeira ou papel machê, elas revelam as expressões dos personagens e são acessórios tão importantes que há artesãos especializados na produção delas. Eles geralmente também são os atores das peças de Nô.