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Trabalhe no Japão

Dicas para quem quer um emprego do outro lado do mundo

Como conseguir um emprego
[-] A maioria dos trabalhadores é contratada por empreiteiras, espécie de intermediadoras entre o funcionário e a fábrica.

[-] Para quem vai do Brasil, as empreiteiras cobram 2,5 mil dólares pela colocação no mercado, indicação de moradia e passagem aérea. Parte da dívida é debitada diretamente do salário.

[-] O Centro de Informação e Apoio ao Trabalhador no Exterior (Ciate) oferece serviço semelhante com a vantagem de as vagas serem de empresas cadastras no Ministério do Trabalho do Japão. O interessado só precisa arcar com o custo da passagem (cerca de 900 dólares). O problema é que as vagas são poucas, já que a maioria das empresas não é cadastrada.

Quem consegue trabalho mais fácil
[-] Mulheres
[-] Faixa etária de 20 a 40 anos
[-] Domíno do idioma japonês
[-] Dispõe de carteira de motorista do Japão
[-] Disposição para trabalhar até 12h por dia
[-] Possui apartamento alugado por conta própria
[-] Comprometimento (os japoneses não toleram quem muda muito de emprego)
[-] Assiduidade (evite ao máximo faltar ao trabalho)

Dicas para não entrar em uma roubada
Exija sempre o contrato de trabalho, único instrumento que o funcionário tem para exigir seus direitos.

Verifique se as empresas que oferecem salários muito altos são idôneas. O Ciate mantém uma lista de várias empresas japonesas e seus históricos.

Para quem nunca foi ao Japão, não é aconselhável ir no inverno (de dezembro a março). Além da temperatura ser baixa, o que dificulta a adaptação, é a época em que termina o ano fiscal e letivo. As empresas procuram absorver mão-de-obra que acabou de ser formada.

Não permita que a empreiteira retenha seu passaporte. Caso isso ocorra, procure o Consulado brasileiro.

Matéria publicada na edição 67 da Revista Made in Japan (Abril de 2003)