Especial: Crise no Japão

No dia 11 de março de 2011, às 14:46 (02:46 no horário de Brasília) um terremoto de magnitude 9 na escala Richter aconteceu na região nordeste do Japão, chamada Tohoku. Inicialmente avaliado em 8.8, o valor foi corrigido no dia seguinte. Na escala japonesa, o tremor atingiu o nível máximo de 7 pontos. O epicentro foi a cerca de 130 km da costa da província de Iwate.

O tsunami (grande onda) resultante destruiu portos, casas e plantações. As províncias mais afetadas foram Iwate, Miyagi e Fukushima, mas os tremores foram sentidos em regiões mais distantes, como Aichi e Osaka. Em Tóquio, a circulação de trens foi suspensa, o que impediu muitas pessoas de voltarem para casa. O fornecimento de energia elétrica, gás e telefonia fixa foi interrompido em diversas regiões, com o restabelecimento gradual acontecendo a partir das regiões mais afastadas do epicentro. O racionamento de água deverá começar em breve.

A força do tsunami atingiu também usinas nucleares, especialmente a Fukushima Daiichi, o que provocou um estado de emergência para impedir um eventual vazamento e uma tragédia como a de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986. Ao mesmo tempo, iniciou-se um debate sobre o uso da energia nuclear. A Alemanha, por exemplo, já ordenou a revisão dos protocolos de segurança de suas usinas.

Para os próximos meses, além da reconstrução dos locais atingidos, há a preocupação com o aspecto econômico e financeiro, pois a bolsa de valores de Tóquio caiu 10,55% no primeiro dia de operação depois do terremoto. Países como Índia e Tailândia ordenaram que alimentos importados do Japão sejam inspecionados.

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