Exceções à regra

A transcrição para os fonogramas japoneses tem por regra básica a busca por uma equivalência fonética, porém algumas regras convencionadas não seguem esse princípio. É o caso do “R” com som de “rr” (ex: rato, reto, rito, roda, rua).

Em vez de utilizar a “família do ハ [ha]” que possui um som mais semelhante, convencionou-se usar a “família do ラ [ra]” para manter uma correspondência entre as consoantes.

Portanto:

Raimundo não se transcreve ハイムンド [Rra-i-mu-n-do],
mas ライムンド [Ra-i-mu-n-do (ra com som de parar)].

O mesmo raciocínio vale para justificar outra convenção que não tem equivalência fonética. O “L” no final da palavra que vem depois de uma vogal não fica com som de “U”, mas com som de “RU”.

Exemplo: Juvenal = ジュヴェナル [Ju-ve-na-ru]
em vez de ジュヴェナウ [Ju-ve-na-u]

Exceções:
Ronaldo (o fenômeno) = ロナウド [Ro-na-u-do]
em vez de ロナルド [Ro-na-ru-do]

Ronaldinho (Gaúcho) = ロナウジーニョ [Ro-na-u-ji-i-nyo]
em vez de ロナルジーニョ [Ro-na-ru-ji-i-nyo]

Apesar de estar consolidado, algumas pessoas mais tradicionais torcem o nariz quando olham para este tipo de transcrição, porque para as pessoas mais acostumadas, o katakana faz crer que o nome original se escreve Ronaudo ou Ronaudinho.

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