A origem do katakana

No início do período Heian (794 – 1185), a literatura clássica chinesa estava no auge entre os nobres japoneses. Nessa época, apenas os homens instruídos tinham acesso à leitura dos ideogramas, os kanjis.

O katakana surgiu por volta do século 9, quando os monges budistas criaram um silabário derivado dos caracteres chineses para simplificar a sua leitura. A origem do alfabeto é atribuido ao monge Kûkai o Kôbô Daishi, que o desenvolveu com a finalidade de simbolizar os sons do kanji de modo rápido e fácil. Por isso, o katakana, diferentemente do kanji, não tem nenhum valor conceitual, senão unicamente fonético.

Ao longo dos séculos, os símbolos, derivados dos ideogramas chineses, foram ganhando o formato atual, assim como o hiragana. Em relação ao alfabeto básico hiragana, ele é graficamente mais angular e geométrico.

Matéria publicada na edição #147 da Made in Japan
por: Cesar Hirasaki e Arnaldo Oka (pesquisa)

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